segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Política

Fernando Bezerra: “Se teve fogo amigo,
desapareceu

Após visitar, há pouco, os lotes 11 e 12 da transposição do Rio São Francisco, em Sertânia, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, voltou a falar do bombardeio incessante da mídia para atingir a sua pasta, a sua pessoa e a sua família. Perguntado se ele estava convicto de que a saraivada de denúncias era originária do fogo amigo, disse que a presidente Dilma está para fazer uma reforma ministerial e, com isso, se cria um clima de disputa interna na base do governo que pode se aguçar. “Mas se houve em determinado momento esse fogo amigo ele desapareceu no momento em que prestei todos os esclarecimentos aos partidos da base do governo e da oposição no congresso nacional”, afirmou.

O ministro disse ainda que espera que o bombardeio venha a cessar. Ressaltou que é defensor da ampla liberdade de imprensa, mas que estranhou que as notas de esclarecimentos emitidas por ele e sua equipe não tenham sido levadas em consideração. Segundo ele, só do Ministério da Integração foram 14 notas de esclarecimento, enquanto a Codevasf emitiu mais oito. Sobre a nova denuncia publicada hoje na Folha de São Paulo, de que emendas do seu filho teriam beneficiado empresas fantasmas em Juazeiro (Bahia), o ministro garantiu que as empresas não são fantasmas e que vai provar isso.

Fernando Bezerra fez referências ainda ao artigo de ontem, do jornalista Elio Gaspari, no qual ele conclui que até hoje a Prefeitura de Petrolina não tem notícia de para onde foram os recursos do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), ele afirmou que nas suas três gestões todas as suas contas do EJA foram aprovadas e que vai pedir ao Ministério da Educação que se pronuncie sobre o assunto reafirmando sua regularidade com o EJA.
O ministro disse ainda que enquanto tiver o respaldo, o apoio e a atenção da presidente Dilma não ficará abatido com as denúncias seguidas, as quais considera muitas delas injustas, mal apuradas e sem espaço para sua defesa. “A presidente Dilma quer que eu trabalhe e eu estou trabalhando muito. Amanhã terei uma reunião com a ministra Gleisi Hoffmann para tratar das chuvas do Sudeste e já na quarta-feira estarei em Minas Gerais para assinar novos recursos para as famílias atingidas”.

Por fim o ministro disse aos jornalistas o que iria repetir perante o Congresso. “Tenho a minha consciência tranquila de que não pratiquei nenhuma ilicitude nos meus 30 anos de vida publica”, afirmou. Sobre as ações do Ministério Público, também apontadas pela mídia nacional, quando prefeito de Petrolina, o ministro disse que elas são originárias do recesso do Judiciário e que está preparando a sua defesa, adiantando que as demais datam de 2010 e já foram devidamente arquivadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário