quarta-feira, 30 de maio de 2012

Política

Coluna da quarta-feira

Por Magno Martins

Afastado com ou sem intervenção
Enfim, o PT conseguiu apunhalar João da Costa. Numa intervenção arquitetada pelo ex-presidente Lula, a pedido do governador Eduardo Campos (PSB), o prefeito abre mão da prévia de domingo, que disputaria com Maurício Rands, que também renunciará em nome da unidade da Frente Popular, agora reconstruída em torno do nome do senador Humberto Costa.
Chamados a São Paulo pela cúpula nacional do PT, João e Rands ficaram frente a frente com o presidente do partido, Rui Falcão, que intermediou o fim do impasse atendendo orientação de Lula. A articulação paulista teve a preocupação de conduzir as negociações com os dois candidatos de forma amena, buscando evitar uma intervenção brusca e oficial no diretório municipal do PT no Recife.
Sabendo que sairia de um jeito ou de outro, na medida em que se resistisse não teria a legenda para ir à disputa, João da Costa cedeu a contragosto. Mas continua negando por uma questão de estratégia.
Por ele, iria para a desforra com Rands, domingo que vem, mas o processo saiu do seu controle. Resumo da ópera: o prefeito teve o seu direito de tentar um novo mandato cassado pelo seu próprio partido. Reconheceu perante Rui Falcão e insiste em não confirmar em público.
FLECHADO- O prefeito João da Costa cuidou de tranquilizar seus aliados, ontem, após o meu blog noticiar em primeira mão que não haveria mais a prévia de domingo e que o candidato seria o senador Humberto Costa. Não poderia agir diferente, até porque esvaziaria a coletiva que deve dar para confirmar sua saída do páreo. João resistiu como um Davi frente a Golias até enquanto pode. Na condição de índio foi alvejadopelos caciques.
Lei da mordaça - Os caciques do PT no Estado atenderam, ao pé da letra, a orientação da executiva nacional de administrar o silêncio em relação à intervenção branca que o comando paulista fez na capital. Após o blog furar o resultado do encontro, todos desligaram os telefones, do presidente estadual da legenda ao ex-prefeito João Paulo.
A dupla demolidora - O governador Eduardo Campos deixou o PT resolver sua crise interna com as suas próprias pernas, mas perdeu a paciência e quando entrou no processo resolveu com uma simples intervenção junto a Lula. Ao ex-presidente, o socialista justificou que a Frente Popular corria um grande risco de perder a Prefeitura do Recife se o candidato fosse o prefeito João da Costa.
No mundo da lua - O presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, não sabe absolutamente nada do que acontece em torno do seu partido, sendo visto e apontado sempre como uma espécie de rainha da Inglaterra. Ontem, quando conversou com a repórter Rivânia Queiroz, Eugênio estava, mais uma vez, desinformado. Não sabia que João da Costa havia sido rifado.
Novo cenário - Pelo que conversou, ontem, com aliados, o senador Armando Monteiro Neto tem amplas chances de levar o bloco alternativo a apoiar a candidatura do senador Humberto Costa. “Trata-se de um quadro novo. Humberto é senador da República e um nome de peso”, disse o deputado Sílvio Costa, aliado de primeira hora do senador.
CURTAS
RIOMAR– O empresário João Carlos Paes Mendonça promove, hoje, café da manhã com a mídia pernambucana para apresentar os empresários que farão parte do mix do Shopping RioMar, a ser inaugurado no Recife em outubro próximo. Os jornalistas também irão conhecer as áreas mais avançadas do empreendimento.
O SUPLENTE– Caso o senador Humberto Costa seja eleito prefeito do Recife, a sua vaga no Senado será ocupada pelo ex-governador Joaquim Francisco, ex-PFL e hoje nos quadros do PSB. Joaquim virou primeiro-suplente de Humberto por uma indicação direta do governador Eduardo Campos.
PERGUNTAR NÃO OFENDE – A CPI de Carlinhos Cachoeira ainda insistirá com a convocação dos governadores do Rio, Goiás e Distrito Federal?
'O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida'. (Provérbios 6:12)

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