Metroviários devem parar a partir das 22h
A partir das 22h desta segunda-feira (14), o Metrô do Recife vai parar. Em
uma assembleia realizada na última quinta-feira (10), o Sindicato dos
Metroviários de Pernambuco deflagrou greve por tempo indeterminado juntamente
com outros sete sindicatos pelo país. Em Belo Horizonte, a paralisação começou
na manhã de hoje. Antes da efetivação do ato na capital pernambucana, ainda
haverá outra assembleia na Estação Central do Recife, às 18h. Mas, de acordo com
o presidente do sindicato, Lenival José de Oliveira, a reunião é só para
organizar os manifestantes. "A greve já está decidida", declarou.
Em Pernambuco, dos 1,7 mil trabalhadores operacionais e de manutenção, 70%
aderiram a greve. "Nós entendemos que a população não deve sofrer com a nossa
decisão, mas com a política de governo imposta não dá para continuar",
complementou o presidente.
Amanhã, também devem parar os metrôs do Rio Grande do Norte, Distrito
Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba e Bahia.
A medida é consequência da negativa do Governo Federal em aceitar a
solicitação de reposição da perda salarial de 2011, quando os trabalhadores não
tiveram sequer a reposição da inflação, conforme o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA). Os salários foram congelados. Além disso, os
funcionários também querem a implantação de um plano nacional de saúde.
A última rodada de negociação com o governo, através de reunião com os
gestores e advogados da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), aconteceu
nos dias 7 e 8 de maio. "Mas nada foi decidido. Até que a situação mude,
ficaremos de braços cruzados", concluiu Lenival José.
METROREC
Em resposta à decisão dos metroviários, o Metrô Recife informou na última
semana - através da assessoria de imprensa - que vai aguardar um comunicado
oficial para se pronunciar. Somente após a assembleia dos servidores de hoje,
será montado um esquema especial de funcionamento para que os usuários não sejam
prejudicados.
Ainda de acordo com o órgão, as negociações estão abertas. O transporte
público é considerado um serviço essencial aos cidadãos, portanto, não pode
parar.
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