E se a contratação é para "ontem"?
Na seleção simplificada, experiência e um bom currículo fazem toda a diferença para conseguir a aprovação
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| Maria diz que fica mais segura sendo avaliada pelo CV |
Para ocupar um cargo público, nem sempre é preciso passar por um concurso público propriamente dito. Quando os órgãos têm pressa para preencher determinadas vagas temporárias em seus quadros, abrem mão das provas objetivas e dissertativas e focam exclusivamente na análise de currículo. O processo é chamado de seleção simplificada. Mas que critérios são usados nesse tipo de seleção? Ele é confiável? O método é válido do mesmo jeito que as provas objetivas. No entanto, mesmo seguindo critérios objetivos, abre margem para a subjetividade.
Em geral, a seleção simplicada obedece a critérios de pontuação preestabelecidos no edital, de acordo com a qualificação do candidato. Por exemplo, se você tem doutorado, sua pontuação será maior do que a de quem tem apenas mestrado. Uma pessoa que tem dois anos de experiência em determinada área levará vantagem sobre quem tem um ano. Simples assim. O peso que cada item do currículo vai ter é indicado previamente no edital.
Rafaela Gurgel é assessora jurídica da Secretaria de Administração de Pernambuco (SAD) e faz parte frequentemente de comissões executoras, que são bancas de avaliadores responsáveis por examinar os currículos dos candidatos. Ela afirma que a seleção simplificada é impessoal e não faz distinção entre os candidato. “Por exemplo, não avaliamos a qualidade da empresa ou instituição em que o candidato já trabalhou. Observamos apenas o tempo da sua experiência.” Mas o processo não foge totalmente à subjetividade.
O edital só diz que o currículo deve ter relação com as atividades desempenhadas. Porém, quem decide em que medida essa relação existe ou não é a comissão executora, que discute em grupo cada currículo. Rafaela conta também que muitos órgãos não se contentam apenas em observar os currículos. “Daí eles requisitam também uma prova discursiva para comprovar se o candidato tem conteúdo a respeito de sua área.”
A servidora pública Maria Rosibete Lopes foi contratada pelo processo de seleção simplificada. Ela diz que se sente mais segura sendo avaliada pelo currículo. “É mais adequado para checar a competência do profissional.” Ao longo da carreira, ela se preocupou em fazer cursos de qualificação não só para incrementar a vida profissional mas também para aumentar sua chance em seleções e concursos.
O diretor do Espaço Jurídico Cursos, Tiago Erhardt, não desmerece essa forma de seleção. Contudo, vê os concursos públicos como forma mais indicada de averiguar a competência do candidato. “A seleção simplificada pode ser direcionada, por conta da forma como eles atribuem pontuação aos itens do currículo.”
Títulos
Também é fundamental para o concurseiro ter um currículo turbinado quando há avaliação de títulos. O critério de análise é semelhante ao da seleção simplificada. A diferença é que concursos que exigem títulos costumam ser bem mais concorridos. “Larguei minha carreira em engenharia para fazer direito e ocupar cargos públicos. Minha graduação e as especializações foram feitas pensando especialmente em aumentar minhas chances para os concursos”, diz o procurador do estado Fernando Farias.
Saiba mais
Seleção simplificada
A seleção simplificada ocorre muitas vezes em substituição ao concurso público. A urgência no preenchimento de determinadas vagas é o que os órgãos alegam para justificar o procedimento
Essa prática é bastante comum na área de educação, especialmente na contratação de professores
Avaliação de títulos
Diferente do que ocorre com a seleção simplificada, não substitui o concurso, mas faz parte dele. Além de passar por provas objetivas, o candidato também tem seu currículo avaliado
Na área jurídica, a maior parte dos concursos para analista judiciário realizados pelos tribunais não adotam a avaliação de títulos com parte da seleção
Já para cargos mais especializados, como juiz, procurador e promotor, é indispensável ter um bom currículo acadêmico
O que é avaliado?
Tanto na seleção simplificada como na avaliação de títulos, alguns atributos do candidato sempre costumam ser levados em conta:
a) pós-graduação, mestrado e doutorado
b) livros publicados
c) experiência no mercado de trabalho na área desejada
Em geral, a seleção simplicada obedece a critérios de pontuação preestabelecidos no edital, de acordo com a qualificação do candidato. Por exemplo, se você tem doutorado, sua pontuação será maior do que a de quem tem apenas mestrado. Uma pessoa que tem dois anos de experiência em determinada área levará vantagem sobre quem tem um ano. Simples assim. O peso que cada item do currículo vai ter é indicado previamente no edital.
Rafaela Gurgel é assessora jurídica da Secretaria de Administração de Pernambuco (SAD) e faz parte frequentemente de comissões executoras, que são bancas de avaliadores responsáveis por examinar os currículos dos candidatos. Ela afirma que a seleção simplificada é impessoal e não faz distinção entre os candidato. “Por exemplo, não avaliamos a qualidade da empresa ou instituição em que o candidato já trabalhou. Observamos apenas o tempo da sua experiência.” Mas o processo não foge totalmente à subjetividade.
O edital só diz que o currículo deve ter relação com as atividades desempenhadas. Porém, quem decide em que medida essa relação existe ou não é a comissão executora, que discute em grupo cada currículo. Rafaela conta também que muitos órgãos não se contentam apenas em observar os currículos. “Daí eles requisitam também uma prova discursiva para comprovar se o candidato tem conteúdo a respeito de sua área.”
A servidora pública Maria Rosibete Lopes foi contratada pelo processo de seleção simplificada. Ela diz que se sente mais segura sendo avaliada pelo currículo. “É mais adequado para checar a competência do profissional.” Ao longo da carreira, ela se preocupou em fazer cursos de qualificação não só para incrementar a vida profissional mas também para aumentar sua chance em seleções e concursos.
O diretor do Espaço Jurídico Cursos, Tiago Erhardt, não desmerece essa forma de seleção. Contudo, vê os concursos públicos como forma mais indicada de averiguar a competência do candidato. “A seleção simplificada pode ser direcionada, por conta da forma como eles atribuem pontuação aos itens do currículo.”
Títulos
Também é fundamental para o concurseiro ter um currículo turbinado quando há avaliação de títulos. O critério de análise é semelhante ao da seleção simplificada. A diferença é que concursos que exigem títulos costumam ser bem mais concorridos. “Larguei minha carreira em engenharia para fazer direito e ocupar cargos públicos. Minha graduação e as especializações foram feitas pensando especialmente em aumentar minhas chances para os concursos”, diz o procurador do estado Fernando Farias.
Saiba mais
Seleção simplificada
A seleção simplificada ocorre muitas vezes em substituição ao concurso público. A urgência no preenchimento de determinadas vagas é o que os órgãos alegam para justificar o procedimento
Essa prática é bastante comum na área de educação, especialmente na contratação de professores
Avaliação de títulos
Diferente do que ocorre com a seleção simplificada, não substitui o concurso, mas faz parte dele. Além de passar por provas objetivas, o candidato também tem seu currículo avaliado
Na área jurídica, a maior parte dos concursos para analista judiciário realizados pelos tribunais não adotam a avaliação de títulos com parte da seleção
Já para cargos mais especializados, como juiz, procurador e promotor, é indispensável ter um bom currículo acadêmico
O que é avaliado?
Tanto na seleção simplificada como na avaliação de títulos, alguns atributos do candidato sempre costumam ser levados em conta:
a) pós-graduação, mestrado e doutorado
b) livros publicados
c) experiência no mercado de trabalho na área desejada

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