terça-feira, 17 de abril de 2012

Política

Jornal do Commercio traz reportagem sobre Vado

O Jornal do Commercio publicou ontem matéria com o vice-prefeito e candidato a sucessão de Lula Cabral, José Ivaldo Gomes.
Com o título “Vado vendeu picolé. E hoje quer o poder no Cabo”, O JC trouxe à tona um pouco da história de Vado.
Na reportagem, Vado cita um pouco de sua história e como chegou à política. A reportagem cita a escolaridade de Vado, que abriu mão de ampliar os estudos para dedicar-se ao trabalho até tornar-se empresário. É interessante observar que se fosse em outros tempos haveria, certamente, uma enxurrada de críticas sobre a capacidade intelecto-política do atual vice-prefeito muito maior do que as que ocorrem hoje. Felizmente, alguém antes dele mostrou que diploma, embora importante, não é requisito indispensável a alguém que se dispõe a gerir uma cidade, um estado ou mesmo um país.

Segue abaixo a íntegra da matéria do Jornal do Commercio:

Vado vendeu picolé. E hoje quer o poder no Cabo

De Ambulante e ajudante de pedreiro na adolescência, o hoje vice-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia, concorre para administrar o querto PIB do estado

O vice-prefeito do Cabo de Santo Agostinho, José Ivaldo Gomes, mais conhecido como Vado da Farmácia, recebeu a bênção do governador Eduardo Campos e do PSB, seu partido, e do prefeito Lula Cabral (ex-PTB, hoje sem partido), para ser o candidato ao Executivo municipal. Não se trata de um nome com tradição familiar ou força na política. Ocupa o cargo de vice-prefeito desde 2005, após concorrer, sem sucesso, a vereador em 2000. Hoje, porém, o homem que vendeu picolé e trabalhou como ajudante de pedreiro na adolescência está se preparando para concorrer – na condição de candidato governista – à administração do Cabo, na região metropolitana e o quarto maior PIB (Produto Interno Bruto) de Pernambuco.

“Quando o convidei para ser meu vice pela primeira vez, eu também não tinha muita experiência política”, lembra o prefeito Lula Cabral, o fiador da candidatura de Vado. Ele acredita que o auxiliar está preparado, por ter participado de diversas atividades junto ao gabinete. Além de ser um “homem do povo”, Vado, diz o gestor, leva as demandas dos bairros de Ponte dos Carvalhos, onde nasceu e vive até hoje, e Pontezinha, além de participar de despachos junto aos secretários.

Vado confessa que, devido a sua origem humilde e para sustentar pequenos luxos da juventude, foi obrigado a trabalhar e a atrasar os estudos. Foi o pai quem o criou, após a separação do casal. E ele só fez a primeira matrícula aos dez anos, na Escola Estadual Emídio Cavalcanti Albuquerque. “Claro que, quanto mais conhecimento tiver, melhor. Mas acredito que consegui ser uma pessoa bem sucedida mesmo sem ter ensino superior. E tento dar aos meus três filhos hoje o que meu pai não pôde me dar”, reflete.

Já adulto, Vado trabalhou como balconista, cortando carnes em supermercados. Depois, virou funcionário de uma indústria de peças para carros. No passo seguinte, resolveu montar seu próprio negócio. Primeiro foi um boteco, conhecido como Bar do Vado. Em seguida, abriu duas farmácias, a Ponte Farma. Comerciante, logo se tornou popular e conhecido por moradores da cidade pelo apelido que até hoje o acompanha.

Foi neste período que José Otávio, ex-vereador e amigo de Vado há 30 anos, o convidou para entrar no seu partido à época, o PMDB. “Ele disse que não queria porque era muito tímido. Eu disse a ele que não precisava se candidatar, apenas se filiar”, relembra José Otávio. Passaram-se alguns dias e Vado procurou o amigo para assinar a ficha de filiação, mas ainda com receio de participar das eleições como candidato. “Depois de dois ou três meses, chamei ele para uma reunião na sede do partido, onde havia vários outros candidatos. Ele gostou e decidiu entrar na disputa para vereador”, conta José Otávio.

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