quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Geração Y

Geração desafio

Os jovens de até 29 anos já são maioria no mercado de trabalho, mas ainda há conflitos a se resolver

A comunicação é essencial para dissipar os conflitos entre pessoas de diferentes gerações no ambiente corporativo. Essa é a grande lição dada por Eline Kullock, presidente do Grupo Foco. O objetivo, afinal, é incluir os jovens e torná-los parte do ambiente corporativo, desenvolvendo carreiras e fortalecendo as empresas. E a importância de estudar a Geração Y está presente nos números – eles já representam 52,58% da população brasileira. No Nordeste, a proporção é ainda maior – 54,76%. E a faixa de pessoas até 29 anos não para de crescer – a quantidade de jovens até 25 anos aumentou 22% em relação a 1980.

Assista a entrevista de Eline Kullock sobre a Geração Y. Assista ao vídeo. Imagens: Mariana Cominho/DP/D. A Press
A competência tecnológica não é a única marca da Geração Y. No trabalho, eles costumam ser carentes de feedback. “Uma avaliação só de 6 em 6 meses para eles é muito pouco. Precisa ser no dia a dia, formal ou informalmente”, ressaltou Eline, que na última semana esteve no Recife participando do encontro RH em Foco - Geração Y: quebrando paradigmas. Segundo ela, embora tenham facilidade em apontar os erros alheios, esses jovens têm dificuldade em receber críticas. Portanto, os líderes precisam ajudá-los a buscar um equilíbrio, principalmente quanto à forma de expor os pensamentos.

Sérgio Vieira, diretor de Marketing da Coca-Cola Guararapes, destacou a importância de motivar os jovens da Geração Y com desafios, sejam novos projetos ou tarefas fora da área em que atuam. “Mais que dinheiro, eles são movidos a novidades”, afirmou ele. Além disso, dar oportunidade para que mostrem a que vieram pode render ótimos frutos às empresas, que descobrem talentos. Quanto à liderança, “os Y respeitam os líderes quando os admiram. Sem isso, eles irão questionar as autoridades ”, afirma o executivo.

Viana diz que é importante que as empresas mostrem a bagagem e as habilidades dos gestores, motivando inclusive a troca de experiências. A ambição dos “Y” também é notável. São muitas expectativas a atender, próprias e da família. Porém, esse desejo pode ser uma via para frustração, caso ele não ascenda rapidamente. Para evitar esse problema, que pode levar a uma queda na produtividade, ele recomenda que se apresente “uma visão de futuro clara e atraente”. Sabendo desde cedo as condições para ser promovido, como metas e tempo de serviço, o Y terá um objetivo definido e o perseguirá com energia. “Eles querem sinceridade e são sinceros em suas atitudes”, concluiu Viana.

Saiba mais

Dificuldades da Geração Y

Autoconhecimento

Lidar com feedback negativo

Lidar com pessoas inflexíveis

Lidar com autoridades

Planejar a carreira (diversas opções)

Tendência à depressão

Baixa resistência à frustração

Baixa atenção concentrada

Fonte: Elize Kullock/pres. Grupo Foco

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