FHC empurra Aécio para uma arena inglória

O jogo que está sendo jogado é, sobretudo, para 2018, com um trio que tem o
impulso da renovação natural e se destaca desde já: Aécio pelo PSDB, Haddad pelo
PT e Eduardo Campos (PSB) como um pêndulo entre os dois, mas na verdade querendo
ele próprio concorrer. Os três apontam para o futuro da política, mas há
diferenças: Aécio é neto de Tancredo, e Campos, de Miguel Arraes. Enquanto eles
têm a articulação política no sangue e a liderança nos seus partidos, Haddad tem
que comer na mão de Lula, aprender os primeiros passos com Dilma e evitar
acidentes 'em casa' -- no PT.
Com Kassab virando omelete, o PSDB
dividido irrecuperavelmente e Dilma fazendo bonito nas pesquisas, o PT recupera
fôlego e sai a galope para a prefeitura, onde joga o seu futuro. Como já dito
aqui, se Fernando Haddad -- que fez 49 anos -- se eleger prefeito da principal
capital do país, estará automaticamente na lista de presidenciáveis de
2018.
Quando FHC diz que Aécio Neves é a
opção 'óbvia' para a Presidência, empurra Aécio para uma arena inglória. Em
2014, será a chance de o PSDB paulista fazer com Aécio o que ele fez com Serra e
Alckmin em 2002, 2006 e 2010: jogá-lo aos leões -ou leoas. Dilma não terá mais
só a aura de Lula. Tenderá a ter também a sua própria popularidade e, no rastro
dela, a união dos governistas. (* Folha de S.Paulo)
Fonte: Blog do Magno Martins
Nenhum comentário:
Postar um comentário