terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Logística

Ferrovia vai ser recuperada

Trechos destruídos pela enchente de 2010 entre o Cabo e Porto Real do Colégio serão reparados ou refeitos


O governo de Pernambuco e a Transnordestina Logística S.A. anunciaram ontem a reconstrução dos trechos destruídos pela enchente do ano de 2010 da ferrovia Cabo (PE)–Porto Real do Colégio (AL), a partir de fevereiro. Dos 550 quilômetros da ferrovia, serão reparados ou refeitos trechos em 380 quilômetros do traçado. O custo da obra, de R$ 60 milhões, será arcado pela Transnordestina Logística S.A, que deve entrar com os pedidos de licença junto ao Ibama ainda esta semana, com previsão de conclusão no prazo de seis meses.

O trecho entre o Porto de Suape e o estado de Alagoas não faz parte do traçado original da ferrovia Transnordetina, mas é uma ligação importante para a viabilização econômica do chamado eixo Sul, sendo uma interligação com a Ferrovia Centro-Atlântica, de Propriá (SE) até a Bahia. O traçado da Transnordestina Logística vai ligar Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE).

Segundo do diretor-presidente da Transnordestina Logística S.A. a obra será feita de forma simultânea em Pernambuco e Alagoas, incluindo trechos de recuperação e outros de reconstrução de pontes e outras obras de infraestrutura. “Esta obra estava praticamente pronta e depois das chuvas do ano 2000, ficaram paradas até 2008, quando foram retomadas. Novamente em 2010, prestes a inaugurar, outra enchente destruiu a ferrovia. Agora vamos atuar em cerca de 350 pontos de intervenção, dos quais 100 são em Pernambuco”, explicou Tuffi Daher, diretor-presidente da empresa. As obras devem acontecer nos municípios de Ribeirão, Palmares, Catende, Quipapá e Canhotinho.

Segundo Daher, a expectativa é que a construção da barragem de Serro Azul, na Zona da Mata Sul, impeça que uma nova enchente destrua a ferrovia. A previsão da Transnordestina Logística S.A. é que, depois de concluída, sejam transportados pelo modal até 1 milhão de toneladas de produtos por ano.

Os principais produtos que devem ser transportados pela ferrovia são açúcar, etanol, minérios, fertilizantes e produtos industrializados que poderão ser exportados através dos portos de Suape ou Pecém. Apesar de não fazer parte do projeto original da Transnordestina, a recuperação do trecho Cabo-Porto Real do Colégio foi incluído no PAC, com recursos de R$ 114 milhões. A empresa pleiteou durante o ano de 2011 a liberação de novos recursos para reconstrução dos trechos destruídos pela enchente de 2010 junto ao governo federal. Sem sucesso nas negociações, decidiu arcar com os custos da recuperação.

Fonte: Diario de Pernambuco

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