Noite de barbárie na Funase
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| Confusão foi controlada depois da entrada do batalhão |
Uma rebelião terminou com três mortos e três feridos ontem à noite na unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) do Cabo de Santo Agostinho. Um interno identificado apenas como “Geleia”, que seria líder de uma facção de reeducandos, teve a cabeça atirada para fora do prédio. O corpo dele, carbonizado, foi pendurado dentro da unidade, assim como aconteceu com o cadáver de outro interno não identificado. Um terceiro reeducando também morreu, mas não havia detalhes sobre as circunstâncias até o fechamento desta edição. Um número desconhecido de internos fugiu. Dois foram recapturados. A unidade, que acolhe jovens com idades de 16 a 21 anos, faz parte da rede estadual de reeducação de menores infratores.
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| Carros foram atingidos do lado de fora por pedras |
A rebelião se iniciou por volta das 17h na Ala 1 - que reúne os reeducandos mais violentos -, quando um grupo fez três agentes socioeducativos (duas mulheres e um homem) reféns e incendiou colchões. A rebelião se alastrou. Do lado de fora, parentes dos internos entravam em pânico sem saber ao certo o que acontecia, em meio ao barulho de tiros dentro da unidade.
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| Batalhão de choque invade Funase em chamas |
Por volta das 20h, 51 policiais do Batalhão de Choque da PM invadiram o local. Eles controlaram a rebelião às 22h40, após quase seis horas de distúrbios. A operação contou com policiais da Companhia Independente de Policiamento com Cães (Cipcães), além do Corpo de Bombeiros, que levou duas viaturas, e do Samu, com duas ambulâncias. Dois agentes e um interno de 18 anos, ex-jogador da equipe de juniores do Náutico e atualmente cumprindo medida por assalto, tiveram ferimentos leves.
O motivo da rebelião, segundo parentes de internos, seria a insatisfação com a diretora Maria Suzete Lúcio. O local teve uma rebelião em novembro de 2011, quando internos exigiam a permanência do então diretor, coronel Leandro da Silva.



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