quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Barbaridade 2

Batalhão de Choque chega à Funase para conter novo tumulto. Quatro internos fugiram
 



Dois ônibus e uma van trazendo policiais do Batalhão de Choque chegaram agora há poco na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) do Cabo de Santo Agostinho, para conter o tumulto nesta manhã (11), depois de uma rebelião que começou no final da tarde de ontem e durou cerca de seis horas. Os jovens, que estão soltos no pátio,estão entrando em confronto com a polícia, que para tentar conter os jovens, estão disparando tiros dentro da unidade. Um jovem foi socorrido com um tiro na perna e encaminhado, através de um veículo da Funase, para receber atendimento médico de emergência.

Durante a confusão, quatro internos pularam o muro para fugir. Um deles foi recapturado pela polícia, quando já estava num matagal das proximidades. Policiais se dividiram em grupos para fazer buscas pelos outros reeducandos em áreas próximas.

Preocupados com o estado de saúde dos jovens, mães e outros familiares dos internos chegaram a iniciar uma espécie de protesto em frente ao prédio exigindo o cumprimento da visita semanal, marcada para esta quarta-feira. Momentos depois da situação tensa ter reiniciado, a diretoria da unidade informou que as visitas de hoje foram oficialmente suspensas.

Para conter o tumulto, policiais militares deflagraram tiros de borracha, o que gerou pânico e correria em frente à sede da Funase. Cerca de 60 familiares, entre gestantes, idosos, algumas, inclusive, com crianças de colo permanecem desde ontem em frente à unidade de detenção. Logo cedo funcionários da unidade tentaram acalmar os familiares dizendo que o clima no prédio estava tranquilo e a situação controlada. Do lado de fora, os familiares, de mãos dadas fazem uma corrente de orações pedindo que a situação seja normalizada.

Conflito
- A rebelião se iniciou por volta das 17h na Ala 1 - que reúne os reeducandos mais violentos -, quando um grupo fez três agentes socioeducativos (duas mulheres e um homem) reféns e incendiou colchões. A rebelião se alastrou. Do lado de fora, parentes dos internos entravam em pânico sem saber ao certo o que acontecia, em meio ao barulho de tiros dentro da unidade.

Por volta das 20h, 51 policiais do Batalhão de Choque da PM invadiram o local. Eles controlaram a rebelião às 22h40, após quase seis horas de distúrbios. A operação contou com policiais da Companhia Independente de Policiamento com Cães (Cipcães), além do Corpo de Bombeiros, que levou duas viaturas, e do Samu, com duas ambulâncias. Dois agentes e um interno de 18 anos, ex-jogador da equipe de juniores do Náutico e atualmente cumprindo medida por assalto, tiveram ferimentos leves.

O motivo da rebelião, segundo parentes de internos, seria a insatisfação com a diretora Maria Suzete Lúcio. O local teve uma rebelião em novembro de 2011, quando internos exigiam a permanência do então diretor, coronel Leandro da Silva.

Com informações da repórter Adaíra Sene

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