Dor após tragédia anunciada
Sob um clima de forte comoção, o corpo da professora Izaelma Cavalcante Tavares, 36 anos, foi sepultado na tarde de ontem. Alunos, colegas de trabalho e familiares foram ao Cemitério de Santo Amaro, no Recife, para dar o último adeus à mulher que foi baleada com oito tiros, no último dia 3, pelo ex-marido, o comissário da Polícia Civil Eduardo Moura Mendes, 50 anos. O acusado continua foragido e está com o filho do casal, de 5 anos. Izaelma morreu na última sexta-feira.
Apenas um dos cunhados da professora, Edjailson Barbosa, 32 anos, falou com a imprensa. Segundo ele, Izaelma havia registrado sete termos circunstanciados de ocorrência (TCO) em várias delegacias, mas não teve ajuda policial para se proteger do ex-marido. Segundo a polícia, os registros são de 2004 e 2005. O último data de outubro deste ano, quando a professora saiu de casa pela segunda vez, após o comissário apontar uma faca para ela e o filho, não permitindo que os dois entrassem na residência. “O menino presenciou várias cenas de violência e agora está com o pai, um homem que cometeu essa brutalidade. Queremos que Eduardo seja preso e que a criança volte para nossa família”, disse Edjailson. Ele acrescentou que a família, embora ache que o suspeito já esteja longe, ainda teme novas atitudes violentas por parte dele.
Vestindo camisetas com a frase “A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo sem tirá-las do meu coração”, alunos da Escola Argentina Castelo Branco, onde Izaelma ensinava, prometeram mobilização para chamar a atenção das autoridades. “Faremos protestos. Vamos até o Palácio do Campo das Princesas para falar com o governador para pedir justiça”, disse a estudante Rafaele Oliveira, 32 anos.
De acordo com a gestora da Delegacia da Mulher, delegada Lenise Valentim, ainda não há pistas do suspeito. Uma equipe da inteligência da Polícia Civil percorre o interior do estado em busca do comissário. Na última quarta-feira, denúncias anônimas informavam que a intenção dele era sair de Pernambuco.
Universitária
Um policial civil identificado como Reginaldo é suspeito de ter matado a estudante de direito Andreia Valéria de Moura, de 37 anos, com um tiro na cabeça, no último sábado em Abreu e Lima. Ele não aceitava o fim do relacionamento. O homem está foragido. (Anamaria Nascimento)
Saiba mais
Violência contra mulher
215 mulheres foram assassinadas de janeiro a outubro deste ano em Pernambuco.
70% delas morreram pelas mãos dos companheiros ou ex-companheiros.
12 mil denúncias foram oferecidas pelo Ministério Público de Pernambuco nos últimos cinco anos.
19 a 39 anos é a faixa etária da maioria das vítimas.
10 mil ocorrências foram registradas nos dez primeiros meses deste ano pelo Departamento de Polícia da Mulher (DPMul).
Fontes: Delegacia de Polícia da Mulher e Ministério Público de Pernambuco
Apenas um dos cunhados da professora, Edjailson Barbosa, 32 anos, falou com a imprensa. Segundo ele, Izaelma havia registrado sete termos circunstanciados de ocorrência (TCO) em várias delegacias, mas não teve ajuda policial para se proteger do ex-marido. Segundo a polícia, os registros são de 2004 e 2005. O último data de outubro deste ano, quando a professora saiu de casa pela segunda vez, após o comissário apontar uma faca para ela e o filho, não permitindo que os dois entrassem na residência. “O menino presenciou várias cenas de violência e agora está com o pai, um homem que cometeu essa brutalidade. Queremos que Eduardo seja preso e que a criança volte para nossa família”, disse Edjailson. Ele acrescentou que a família, embora ache que o suspeito já esteja longe, ainda teme novas atitudes violentas por parte dele.
Vestindo camisetas com a frase “A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo sem tirá-las do meu coração”, alunos da Escola Argentina Castelo Branco, onde Izaelma ensinava, prometeram mobilização para chamar a atenção das autoridades. “Faremos protestos. Vamos até o Palácio do Campo das Princesas para falar com o governador para pedir justiça”, disse a estudante Rafaele Oliveira, 32 anos.
De acordo com a gestora da Delegacia da Mulher, delegada Lenise Valentim, ainda não há pistas do suspeito. Uma equipe da inteligência da Polícia Civil percorre o interior do estado em busca do comissário. Na última quarta-feira, denúncias anônimas informavam que a intenção dele era sair de Pernambuco.
Universitária
Um policial civil identificado como Reginaldo é suspeito de ter matado a estudante de direito Andreia Valéria de Moura, de 37 anos, com um tiro na cabeça, no último sábado em Abreu e Lima. Ele não aceitava o fim do relacionamento. O homem está foragido. (Anamaria Nascimento)
Saiba mais
Violência contra mulher
215 mulheres foram assassinadas de janeiro a outubro deste ano em Pernambuco.
70% delas morreram pelas mãos dos companheiros ou ex-companheiros.
12 mil denúncias foram oferecidas pelo Ministério Público de Pernambuco nos últimos cinco anos.
19 a 39 anos é a faixa etária da maioria das vítimas.
10 mil ocorrências foram registradas nos dez primeiros meses deste ano pelo Departamento de Polícia da Mulher (DPMul).
Fontes: Delegacia de Polícia da Mulher e Ministério Público de Pernambuco

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