Doze trabalhos para salvar a candidatura
Na mitologia grega, o personagem Hércules foi desafiado pelos deuses a fazer 12 trabalhos quase impossíveis como forma de punição por ter matado sua mulher e seu filho, após ter sido enfeitiçado. Só após cumprir as 12 tarefas ele poderia ser perdoado. No mundo real da política recifense, o prefeito João da Costa (PT) tem desafios semelhantes. Assim como Hércules teve que vencer obstáculos, o petista foi alçado recentemente pelo PT estadual à condição de condutor natural do processo eleitoral na capital. Até março de 2012 ele terá que matar um “leão” por dia para garantir sua reeleição com o apoio da Frente Popular. A tarefa é árdua, mas ele se diz preparado.
Ontem, durante a inauguração do Conjunto Habitacional R-2 Portão do Gelo, em Beberibe, Zona Norte, o prefeito procurou demostrar que está fazendo uma boa gestão e, portanto, deveria ser reconduzido ao cargo. Para os moradores da comunidade, afirmou que estava trabalhando muito para preparar o Recife para o futuro. “Vamos iniciar 2012 com muito mais trabalho. A gente está honrando os compromissos assumidos. Isso está acontecendo (a entrega das residências) porque Lula, Dilma e Eduardo ajudaram. Mas isso saiu (do papel) porque a gente foi atrás e eu arrumei o dinheiro”, comentou o petista.
Apesar do esforço de João da Costa para procurar se “reconciliar” com os caciques da base aliada e tentar convencê-los de que está aberto ao diálogo, integrantes da Frente Popular ouvidos pelo Diario afirmaram que o problema do prefeito está no seu jeito de ser e apontaram diversas falhas (veja quadro) no campo da política. “Como ele vai coordenar um processo eleitoral se ele é o problema? A questão não são as pesquisas desfavoráveis, pois há tempo para revertê-las, mas falta diálogo com todo mundo. Ele terá que convencer as pessoas que de fato mudou e que a partir de agora terá uma nova relação com os partidos da frente”, disse um governista em reserva.
Outra crítica feita ao prefeito envolve a falta de traquejo na hora de discutir e cumprir acordos. “Um grande problema dele é a falta de percepção da importância dos aliados. Na estrutura do seu secretariado os partidos da base não ocupam pastas de destaque, ao contrário do governo Eduardo Campos. Por conta disso, as pessoas não vestem a camisa e não se sentem parte da gestão”, criticou outro governista.
Saiba mais
Os 12 desafios de João da Costa para assegurar sua reeleição.
1. Convencer o PT estadual e o nacional que é um candidato competitivo
2. Garantir a presença do ex-prefeito João Paulo em seu palanque
3. Prestigiar os partidos da base aliada
4. Melhorar a relação com os aliados, mantendo o diálogo permanente
5. Apresentar condições de vencer a eleição no primeiro turno
6. Reverter os índices de rejeição apontadas em pesquisas
7. Tentar manter o PSB na chapa, seja com o atual vice, Milton Coelho, ou com outra liderança
8. Articular para que o PT não lance candidato em Olinda e, assim, ter apoio do PCdoB no Recife
9. Mostrar soluções para o problema da mobilidade
10. Dar uma resposta rápida à população no período de chuvas para evitar congestionamentos e alagamentos
11. Convencer PTB, PP e PSC a abandonarem o projeto de candidatura própria
12. Melhorar a relação com os vereadores da Câmara do Recife
Fontes: Representantes da Frente Popular
Ontem, durante a inauguração do Conjunto Habitacional R-2 Portão do Gelo, em Beberibe, Zona Norte, o prefeito procurou demostrar que está fazendo uma boa gestão e, portanto, deveria ser reconduzido ao cargo. Para os moradores da comunidade, afirmou que estava trabalhando muito para preparar o Recife para o futuro. “Vamos iniciar 2012 com muito mais trabalho. A gente está honrando os compromissos assumidos. Isso está acontecendo (a entrega das residências) porque Lula, Dilma e Eduardo ajudaram. Mas isso saiu (do papel) porque a gente foi atrás e eu arrumei o dinheiro”, comentou o petista.
Apesar do esforço de João da Costa para procurar se “reconciliar” com os caciques da base aliada e tentar convencê-los de que está aberto ao diálogo, integrantes da Frente Popular ouvidos pelo Diario afirmaram que o problema do prefeito está no seu jeito de ser e apontaram diversas falhas (veja quadro) no campo da política. “Como ele vai coordenar um processo eleitoral se ele é o problema? A questão não são as pesquisas desfavoráveis, pois há tempo para revertê-las, mas falta diálogo com todo mundo. Ele terá que convencer as pessoas que de fato mudou e que a partir de agora terá uma nova relação com os partidos da frente”, disse um governista em reserva.
Outra crítica feita ao prefeito envolve a falta de traquejo na hora de discutir e cumprir acordos. “Um grande problema dele é a falta de percepção da importância dos aliados. Na estrutura do seu secretariado os partidos da base não ocupam pastas de destaque, ao contrário do governo Eduardo Campos. Por conta disso, as pessoas não vestem a camisa e não se sentem parte da gestão”, criticou outro governista.
Saiba mais
Os 12 desafios de João da Costa para assegurar sua reeleição.
1. Convencer o PT estadual e o nacional que é um candidato competitivo
2. Garantir a presença do ex-prefeito João Paulo em seu palanque
3. Prestigiar os partidos da base aliada
4. Melhorar a relação com os aliados, mantendo o diálogo permanente
5. Apresentar condições de vencer a eleição no primeiro turno
6. Reverter os índices de rejeição apontadas em pesquisas
7. Tentar manter o PSB na chapa, seja com o atual vice, Milton Coelho, ou com outra liderança
8. Articular para que o PT não lance candidato em Olinda e, assim, ter apoio do PCdoB no Recife
9. Mostrar soluções para o problema da mobilidade
10. Dar uma resposta rápida à população no período de chuvas para evitar congestionamentos e alagamentos
11. Convencer PTB, PP e PSC a abandonarem o projeto de candidatura própria
12. Melhorar a relação com os vereadores da Câmara do Recife
Fontes: Representantes da Frente Popular

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