No palco em Pirapama, Eduardo ao estilo Lula
O “nunca antes na história do Brasil”, tão citado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhou um novo porta-voz, com sotaque arrastado e sem barba. O governador Eduardo Campos (PSB) é o Lula de Pernambuco. Da mesma forma que o ex-presidente era o melhor “marqueteiro” dele mesmo, assim age Eduardo. A diferença é que o governador trouxe o “nunca antes na história” para a realidade pernambucana. As semelhanças ficaram claras, ontem, na inauguração da última etapa do Sistema de Pirapama – orçado em cerca de R$ 600 milhões. Eduardo quer deixar, como uma de suas marcas, a universalização da água em Pernambuco.
Dos discursos à estrutura montada para receber o governador e sua comitiva, ontem, no Cabo de Santo Agostinho, houve poucas diferenças. Não havia detector de metais e exigência de convite para entrar no local, mas a festa teve a formalidade de um evento presidencial.
A organização disponibilizou toldos, cadeiras, água e até lanche para os que estiveram presentes, nas imediações do KM-100 da BR-101. Teve resfriadores de ar para o ambiente e os fotógrafos puderam subir num espaço à parte para registrar tudo de perto. Inclusive um carimbo do governo num banner gigantesco por trás do palco que dizia: “compromisso cumprido”.
O público também lembrava o que geralmente participa de inaugurações presidenciais. Havia estudantes e trabalhadores, bem como cadeiras reservadas no palanque para os aliados, entre eles, o senador Humberto Costa (PT).
As declarações do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PTB), retrataram o tom da solenidade, que tinha sido preparada, inicialmente, para receber a presidente Dilma Rousseff (PT). “O senhor é enviado por Deus. Esse DNA do governo é o melhor DNA de Pernambuco”, elogiou Cabral, bem ao estilo dos aliados do ex-presidente.
O secretário de Recursos Hídricos, João Bosco, também era um dos mais entusiasmados. Ele assume hoje o comando da Chesf com as bênçãos de Eduardo e se disse realizado por entregar a última etapa de Pirapama. “Nenhuma região metropolitana do Brasil passava o que a RMR passava (de racionamento), até que ele (o governador) decidiu que Pirapama seria uma obra prioritária. Esse é um modo de governar que só se espalha pelo Brasil”, acrescentou Bosco.
No discurso, Eduardo também lembrava o estilo Lula, que sempre cita fatos da infância ou do passado para aproximar o ouvinte. “Pirapama começou a ser falada quando eu não era nem nascido. Ela voltou à ordem do dia no governo de Joaquim Francisco, tentou ser embalada pelo Dr. Miguel Arraes e depois veio o governador Jarbas Vasconcelos, que concluiu a obra em R$ 37 milhões. Hoje, já foram investidos mais de R$ 500 milhões, um terço do governo federal e dois terços do governo do estado. Daqui a 20 anos, vai se falar dessa obra”, ressaltou.
Saiba mais
O Sistema Pirapama está orçado em cerca de R$ 600 milhões e beneficiará cerca de 2 milhões de pessoas.
Toda área plana do Recife não tem mais racionamento
de água.
O próximo desafio é regularizar o abastecimento de água das áreas de morro das Zonas Norte e Sul do Recife, orçado em R$ 400 milhões e prazo de dois anos para conclusão.
O Agreste terá a concentração de esforços do governo. Em janeiro, o governo vai abrir licitações para a construção do Sistema do Agreste.
Em 15 de dezembro, o governo vai lançar um plano de saneamento para Pernambuco, possível graças à conclusão e Pirapama.
Dos discursos à estrutura montada para receber o governador e sua comitiva, ontem, no Cabo de Santo Agostinho, houve poucas diferenças. Não havia detector de metais e exigência de convite para entrar no local, mas a festa teve a formalidade de um evento presidencial.
A organização disponibilizou toldos, cadeiras, água e até lanche para os que estiveram presentes, nas imediações do KM-100 da BR-101. Teve resfriadores de ar para o ambiente e os fotógrafos puderam subir num espaço à parte para registrar tudo de perto. Inclusive um carimbo do governo num banner gigantesco por trás do palco que dizia: “compromisso cumprido”.
O público também lembrava o que geralmente participa de inaugurações presidenciais. Havia estudantes e trabalhadores, bem como cadeiras reservadas no palanque para os aliados, entre eles, o senador Humberto Costa (PT).
As declarações do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PTB), retrataram o tom da solenidade, que tinha sido preparada, inicialmente, para receber a presidente Dilma Rousseff (PT). “O senhor é enviado por Deus. Esse DNA do governo é o melhor DNA de Pernambuco”, elogiou Cabral, bem ao estilo dos aliados do ex-presidente.
O secretário de Recursos Hídricos, João Bosco, também era um dos mais entusiasmados. Ele assume hoje o comando da Chesf com as bênçãos de Eduardo e se disse realizado por entregar a última etapa de Pirapama. “Nenhuma região metropolitana do Brasil passava o que a RMR passava (de racionamento), até que ele (o governador) decidiu que Pirapama seria uma obra prioritária. Esse é um modo de governar que só se espalha pelo Brasil”, acrescentou Bosco.
No discurso, Eduardo também lembrava o estilo Lula, que sempre cita fatos da infância ou do passado para aproximar o ouvinte. “Pirapama começou a ser falada quando eu não era nem nascido. Ela voltou à ordem do dia no governo de Joaquim Francisco, tentou ser embalada pelo Dr. Miguel Arraes e depois veio o governador Jarbas Vasconcelos, que concluiu a obra em R$ 37 milhões. Hoje, já foram investidos mais de R$ 500 milhões, um terço do governo federal e dois terços do governo do estado. Daqui a 20 anos, vai se falar dessa obra”, ressaltou.
Saiba mais
O Sistema Pirapama está orçado em cerca de R$ 600 milhões e beneficiará cerca de 2 milhões de pessoas.
Toda área plana do Recife não tem mais racionamento
de água.
O próximo desafio é regularizar o abastecimento de água das áreas de morro das Zonas Norte e Sul do Recife, orçado em R$ 400 milhões e prazo de dois anos para conclusão.
O Agreste terá a concentração de esforços do governo. Em janeiro, o governo vai abrir licitações para a construção do Sistema do Agreste.
Em 15 de dezembro, o governo vai lançar um plano de saneamento para Pernambuco, possível graças à conclusão e Pirapama.

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