Primeira-dama de Jaboatão defende, em tese acadêmica, legalização do plantio da maconha
A advogada Ana Karla Gomes, primeira-dama de Jaboatão dos Guararapes, revelou nesta sexta-feira ao Blog de Jamildo, em almoço comemorativo ao aniversário do prefeito, em sua residência, que escreve uma tese acadêmica onde defende a liberalização da maconha.
“A maconha causa menos malefícios do que a toxina do cigarro”, comentou.
A advogada contou que se interessou pelo tema por ter nascido em Lagoa Grande, na área do poligono da maconha, a partir de Salgueiro. Na sua avaliação, caso o plantio fosse legalizado, muitos trabalhadores não sofreriam violência para trabalhar em áreas de plantio clandestinos, muitas vezes enganados.
Ela disse que a tese de pós-graduação em direito penal será concluída em até dois anos, na Universidade Buenos Aires (UBA).
“A maconha causa menos malefícios do que a toxina do cigarro”, comentou.
A advogada contou que se interessou pelo tema por ter nascido em Lagoa Grande, na área do poligono da maconha, a partir de Salgueiro. Na sua avaliação, caso o plantio fosse legalizado, muitos trabalhadores não sofreriam violência para trabalhar em áreas de plantio clandestinos, muitas vezes enganados.
Ela disse que a tese de pós-graduação em direito penal será concluída em até dois anos, na Universidade Buenos Aires (UBA).
Evangélica, a primeira-dama acha que o tema não seria bem aceito pelos irmãos em cristo.
Os efeitos da maconha (THC)
Os efeitos da maconha variam muito, dependendo da qualidade da erva, da quantidade consumida, da forma de consumo e da experiência do usuário. Os efeitos psicológicos da maconha incluem:
- Alteração do humor, com tendência a euforia e relaxamento,
- Distorções espaço-temporais,
- Sensação de insights ou pensamentos mágicos,
- Taquicardia,
- Dilatação dos vasos sanguíneos oculares,
- Boca seca,
- Aumento do apetite,
- Tontura.
Entretanto, doses elevadas podem provocar uma intoxicação aguda com alucinações audio-visuais, ansiedade, depressão, reações paranóicas e outras psicoses, além de incoordenação motora e desconforto físico.
Maconha faz mal à saúde?
Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta não é simplista e necessita de uma avaliação em relação ao padrão de consumo e ao aspecto analisado. Veja abaixo um resumo do que se sabe:
Efeitos da maconha: Dependência
As estatísticas americanas mostram que 1% dos usuários de maconha faz uso pesado ou prejudicial, enquanto um a cada 300 usuários apresentam dependência de acordo com os critérios do DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças).
Muitos especialistas apontam que os efeitos da maconha podem estar ficando mais potentes. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o Skank.
O fato é que, para quem é dependente maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdadeiro para crianças e adolescentes, que não deveriam estar expostos a nenhuma forma de droga lícita ou ilícita.
Efeitos da maconha no desenvolvimento do câncer
Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada - porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que os efeitos da maconha na indução do câncer possam se manifestar tardiamente.
Até o momento não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro, principalmente em usuários eventuais. No entanto usuários diários e por períodos maiores que 10 anos têm uma chance maior de desenvolver câncer.
Efeitos da maconha no cérebro e personalidade
A idéia de que maconha mata neurônios é repetida há décadas, mas não passa de mito.
Com relação a alterações fisiológicas e psicológicas, muitas experiências foram feitas revelando que o usuário de maconha, no momento do uso, fica com a memória de curto prazo prejudicada. Mas esse dano não é permanente. Basta interromper o uso que tudo volta a funcionar normalmente.
Os efeitos da maconha sobre raciocínio e coordenação motora são semelhantes, que ficam mais lentos quando o usuário fuma muito freqüentemente.
No entanto, existem pesquisas com usuários "pesados" e crônicos (aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos), mostrando que a concentração, memória, e raciocínio podem estar prejudicados de forma permanente.
Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.
O maior risco para pessoas dependentes ou que fazem uso pesado da maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em alguns indivíduos.
Efeitos da maconha no coração
O princípio ativo da maconha, o THC, dilata os vasos sangüíneos e acelera os batimentos cardíacos. Isto por si só não oferece risco para a maioria dos usuários. No entanto, os efeitos da maconha em pessoas com problemas cardíacos podem agravar a doença.
Efeitos da maconha na fertilidade
Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ainda assim não está comprovado que maconha seja causa de infertilidade ou impotência.
Efeitos da maconha na imunidade
As pesquisas vêm buscando compreender a relação entre a maconha e o sistema imunológico. No entanto, não existem evidências que liguem a maconha a alterações imunológicas persistentes ou aumento da incidência de infecções.
Efeitos da maconha no cérebro e no desenvolvimento de doenças psiquiátricas
Está bem documentado que a intoxicação por maconha pode causar sintomas psicóticos breves, tais como delírios de perseguição. Adicionalmente, usuários pesados e crônicos têm maior chance de desenvolver quadros psicóticos crônicos como a esquizofrenia.
O desenvolvimento de tais quadros psicóticos está relacionado à dose e freqüência de uso.
Efeitos da maconha na gravidez
O uso de qualquer substância psicoativa durante a gravidez representa um risco para a mãe e o bebê. E no caso da maconha, não poderia ser diferente. Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram maconha durante a gravidez de nascer com menor peso.


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