sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Coluna Política

Diario Político

Coluna de Marisa Gibson - Diario de Pernambuco 


Eterno dilema

A cada véspera de eleição ressurge no PSDB a necessidade eleitoral de nacionalizar as discussões da legenda e o foco é sempre o Nordeste, onde o partido vem colecionando sangrias desde que o PT se instalou no poder com o ex-presidente Lula na eleição de 2002, quando o ex-governador de São Paulo, José Serra, teve a sua primeira derrota. Já naquele ano, o eleitorado nordestino mostrou de que lado estava. Em 2006, Lula foi reeleito concorrendo contra o tucano Geraldo Alckmin, e mais uma vez o Nordeste pesou a favor do PT, acontecendo o mesmo em 2010 na disputa entre Dilma Rousseff e Serra. Ressalte-se que nas três eleições, a grande preocupação dos tucanos era ter um nordestino na vice para com isso conquistar a região. Entre 2006 e 2010, o PSB, do governador Eduardo Campos, cresceu na região encolhendo ainda mais os espaços do PSDB – os tucanos têm apenas um governador no Nordeste, Teotônio Vilela, em Alagoas. Nos últimos pleitos nacionais e estaduais não pesou na balança o fato de o presidente nacional do PSDB ser um nordestino, o deputado federal pernambucano Sérgio Guerra. Agora os tucanos escolheram, por aclamação, um nordestino para líder do partido na Câmara dos Deputados, o pernambucano Bruno Araújo. Ele assumirá o cargo em 2013 tendo, entre suas missões, nacionalizar as discussões da legenda, que vive em torno dos interesses tucanos de São Paulo e Minas, onde pontuam as grandes lideranças do partido. Paralelamente, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), possível candidato a presidente da República, iniciou pelo Nordeste uma maratona para divulgar as propostas tucanas para o Brasil.E nisso já se vão 10 anos sem que o PSDB tenha conseguido ultrapassar as divisas paulista e mineira.

Devagar com o andor

Como trunfo para aprovação de seus polêmicos projetos de lei que impõem restrições ao consumo de álcool no Recife, a vereadora Marília Arraes (PSB) diz que conta com o apoio do Palácio das Princesas que, ao que parece, formatou as propostas. Nem tudo que sai do Palácio é bom.

Por pouco

Não fora a Mesa da Unidade, idealizada por Raul Jungmann (PPS), e a atuação das vereadoras Aline Mariano (PSDB) e Priscila Krause (DEM), na Câmara Municipal do Recife, a oposição estaria terminando o ano no zero.

Leitura palaciana

Na disputa entre o vice-governador João Lyra Neto (PDT) e o prefeito José Queiroz (PDT), em Caruaru, um vai ter que ceder. E deve ser Lyra Neto, afinal Queiroz não vai renunciar ao projeto de reeleição só para abrir espaço para Raquel Lyra, filha do vice.

Corporativismo

Já estão sendo distribuídos os convites para a posse de Teresa Duere na presidência do Tribunal de Contas do Estado, no dia 2 de janeiro. É a primeira mulher a presidir o tribunal e politicamente pertence a uma corrente que não é a do atual presidente Marcos Loreto. Vale lembrar, no entanto, que o tribunal é corporativo. Quem acusa um, acusa todos.

Críticas

Na quarta-feira, o prefeito João da Costa (PT) criticou o rigor com que o TCE estaria tratando as obras da Via Mangue, cuja auditoria especial teve como relatora justo a futura presidente do tribunal, Teresa Duere.

Prêmio

O prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) comemora pelo segundo ano consecutivo o recebimento do Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local promovido pela Caixa Econômica, com o projeto “Comunidade Viva”, desenvolvido na Bacia do Rio Beberibe. Mesmo premiado, o prefeito tem um elevado índice de rejeição.

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